Nada como beijar em Paris. Nada como o amor em Paris. Nada como andar de mão dada em Paris.
Ele, via SMS: onde nos vamos encontrar hoje?
Ela: não sei… hmmm… que tal sermos completamente cliché e encontrarmo-nos na Torre Eiffel?
Ele: okay por mim.
Ela: 19H30, pilar Este.
Ele: lá estarei.
Ao sairmos de um café Parisiense bastante conhecido, dirigimo-nos para uma boca de metro. Eu tinha de voltar para o hotel de metro e ele tinha decidido andar a pé. Ao descer as escadas que me dirigiam ao subterrâneo, ele pegou-me no braço e beijou-me. Acho que o tempo parou. Não me lembro se as pessoas continuavam a andar, falar, viver à minha/nossa volta. Acredito que tenha sido o melhor beijo que jamais recebi na vida. Que a cada toque e sorriso dele, ele transmitia-me algo de indubitavelmente mais forte. Que aquele beijo era bom demais para ser verdade e que já sabia, infelizmente, a saudade.
- Que se passa contigo?
- Vou beijar-te assim todos os dias que nos restarem até ir embora. Como se fosse o ultimo beijo que jamais te desse.
- Porquê?
- Porque talvez me fará sofrer menos quando fôr realmente o ultimo…
E foi o último…
Há coisas em Paris que me encantam. Por vezes são apenas pequenos detalhes, mas even though, são esses os detalhes que fazem toda a diferença: vi as árvores perto da Place de la Concorde.Acredito que tudo na vida seja uma questão de fases. E tanto quanto isto me encanta menos hoje, sei que dentro de semana é a vida real que me vai apetecer o menos viver.Dei-me conta, sentada num café frente a Notre-Dame de Paris, o quanto a vida vale realmente a pena. Mesmo quando sabemos que há coisas por acontecer que nos vão magoar, temos de afrontar a vida tal como ela é.
Por aqui, deste lado de Paris, continua-se a viver a vida. E aos poucos vou contando.