Seja la o que flor…

Memórias, linhas, desenhos, textos, recortes, amores, palavras, imagens.Uma mistura de caos e jardim.

un amour à l’intérieur de Paris 12/09/2009

Filed under: Uncategorized — Camila Diniz @ 2:51 PM
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Nada como beijar em Paris. Nada como o amor em Paris. Nada como andar de mão dada em Paris.

france-paris-couple_~200113903-001Ele, via SMS: onde nos vamos encontrar hoje?
Ela: não sei… hmmm… que tal sermos completamente cliché e encontrarmo-nos na Torre Eiffel?
Ele: okay por mim.
Ela: 19H30, pilar Este.
Ele: lá estarei.

Ao sairmos de um café Parisiense bastante conhecido, dirigimo-nos para uma boca de metro. Eu tinha de voltar para o hotel de metro e ele tinha decidido andar a pé. Ao descer as escadas que me dirigiam ao subterrâneo, ele pegou-me no braço e beijou-me.  Acho que o tempo parou. Não me lembro se as pessoas continuavam a andar, falar, viver à minha/nossa volta. Acredito que tenha sido o melhor beijo que jamais recebi na vida. Que a cada toque e sorriso dele, ele transmitia-me algo de indubitavelmente mais forte. Que aquele beijo era bom demais para ser verdade e que já sabia, infelizmente, a saudade.

- Que se passa contigo?
- Vou beijar-te assim todos os dias que nos restarem até ir embora. Como se fosse o ultimo beijo que jamais te desse.
- Porquê?
- Porque talvez me fará sofrer menos quando fôr realmente o ultimo…

E foi o último…

2223733004_bd4dbf5970 Há coisas em Paris que me encantam. Por vezes são apenas pequenos detalhes, mas even though, são esses os detalhes que fazem toda a diferença: vi as árvores perto da Place de la Concorde.Acredito que tudo na vida seja uma questão de fases. E tanto quanto isto me encanta menos hoje, sei que dentro de semana é a vida real que me vai apetecer o menos viver.Dei-me conta, sentada num café frente a Notre-Dame de Paris, o quanto a vida vale realmente a pena. Mesmo quando sabemos que há coisas por acontecer que nos vão magoar, temos de afrontar a vida tal como ela é.
Por aqui, deste lado de Paris, continua-se a viver a vida. E aos poucos vou contando.

 

É só o amor 12/07/2009

Escrevi uma palestra sobre o poder do amor, nada de auto-ajuda ou coisa parecida. Vejo tanta gente nova dizendo que não acredita mais em amor, que vulgarizam o verbo amar, amar tem imensas maneiras. Como já dizia o Lulu Santos: “Consideramos justa toda forma de amor”. Amor pelo cachorro, pelo namorado (a), amor fraterno e por último e não menos importante o amor próprio!Sinceramente, eu não acredito que se possa amar alguém de verdade sem se amar primeiro, esse é o amor que mais conhecemos, que esta dentro de nós, vivenciamos ele a cada segundo. Como se pode dar algo a alguém se não damos a nós mesmos.

Uma vez me contaram uma história que dizia que um menino perguntou para a mãe o que era o amor. A mãe o levou até um tanque de areia e pediu que ele pegasse a areia com as mãos abertas, a areia escorreu e ele reclamou. Então a mãe pediu que ele pegasse com a mão toda fechada, novamente a areia escorreu. Enfim, ela disse a ele para pegar a areia em forma de concha, e ali a areia permaneceu. O amor é assim, não dura todo fechado e nem todo aberto, para tudo tem que ter o equilíbrio. Por isso vemos tantos amores ao vento.

O amor cura, é comprovado. Depressão,pânico, o amor alegra. Pelo amor de Deus, não estou falando de amor de homem e mulher apenas, de todos os tipos. Quando eu aprendi a amar, pelo menos a demonstrar o amor, consegui aos poucos sair de uma depressão braba, aquilo ficava preso em mim. Dizem por ai que amor é algo sem interesse próprio, será? Conseguimos realmente amar alguém sme esperar algo recíproco, um carinho,consideração? Amar alguém que não vai nos dar nem carinho, nem amor? Tem gente que consegue, mas difícil, queremos (do ser humano) a reciprocidade que acho a coisa mais gostosa desse mundo, não é aquele conto de fadas ´ah o amor…´, mas também tem seus degraus. É uma conquista gostosa de conseguir, sem pressa. As vezes um simples ´eu gosto de você´ pode mudar todo o dia de uma pessoa, nem que seja por um torpedo, a lembrança.

Tudo é prática, vamos nos amar e depois amar. Falar de amor é coisa séria. Ame, vamos amar, precisamos! É o sentimento mais puro, penso logo em uma criança, e o primeiro sentimento que temos contato ao nascer quando vamos ao colo da mãe. E mesmo amor fraterno tem seus interesses as vezes, quantas vezes não se fala ´Ja fiz tanto por você e você faz isso…´, é humano, não é maldade.

Eu me amo! Eu te amo! É só trocar uma letrinha depois!

(O da palestra foi mais, mais profundo, mais prática, com música, interpretação…)

 

 
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