A dificuldade que todos têm em compreender a eternidade é proporcional à necessidade de criá-la. Se pudéssemos comparar a extensão da nossa vida com as nossas lembranças, poderíamos comparar cada uma delas com um copo de areia em relação a toda areia que se estende pela borda da praia. Cada lembrança uma imanência, uma porção de areia, comparando-se a toda a faixa transcendente. O copo, a retenção, são as músicas que compõe nossa máquina metafísica de sentimentos, cognominada de “coração”, cuja força avassaladora só conhecemos quando dela temos que nos utilizar, sem nenhuma dose de utilitarismo e sim pela necessidade interior do nosso espírito.
Assim, cada música nos remete ao passado, às lembranças; nosso pequeno tele transporte que compõe tudo o que somos. Um amor adolescente, uma tristeza passada, uma época feliz ou triste. Talvez um lugar específico, ou um conjunto deles. Para cada um desses lugares do nosso coração a música nos leva. A imanência: a música, a lembrança; a transcendência: a vida. Transcendendo a vida, apenas a eternidade.
Muito bom,realmente a musica é um portal do tempo que exisrte prá nos ajudar a resolver o que fazer com o mesmo!!!
bj
Parabéns!!!